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O Projeto Infância é um espaço destinado ao desenvolvimento infantil subdividindo-se em Projeto Infância: Desenvolvendo as Múltiplas Linguagens da Criança e Projeto Infância: Brinquedos Educativos. Tem por finalidade trabalhar em busca de uma infância melhor orientada, oferecendo em seu espaço físico propostas que venham contribuir com o desenvolvimento global da criança. O Projeto Infância: Desenvolvendo as Múltiplas Linguagens da Criança, constituí-se de uma clínica multiprofissional de atendimento infantil. Esta equipe conta com profissionais especializados no atendimento de crianças com deficiências e Transtorno Global do Desenvolvimento. Realiza atendimentos clínicos e pedagógicos, além de trabalhar com projetos (cursos, palestras, grupos de estudos, rodas de conversas) que têm como objetivo promover o desenvolvimento da infância contemporânea. O Projeto Infância: Brinquedos Educativos vêm reforçar a preocupação com o desenvolvimento infantil, com o consumismo e a qualidade dos brinquedos oferecidos às nossas crianças, apresentando recursos lúdicos diferenciados, que além de divertir venham também contribuir com um aprendizado significativo desde a primeira infância.

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sábado, 16 de julho de 2011

EDUCANDO NA “MEDIDA CERTA”

Educar, para muitos pais, tem sido quase uma “missão impossível”. Compreender alguns comportamentos que os filhos vêem apresentando, por vezes não é uma tarefa fácil. Modificá-los então, tarefa ainda mais árdua.

Bom seria se houvesse uma receita pronta onde pudéssemos seguir, passo a passo, e o resultado final, fosse o tempero exato de um bom filho, não é mesmo?

                Infelizmente, uma receita detalhada não se tem, mas com toda certeza, dois ingredientes são fundamentais para um resultado satisfatório: AMOR e LIMITE.  Embora ambos na medida certa. Se exagerarmos no Amor, o “filho” tem grandes chances de não ficar firme, forte e pode “desandar” e se por acaso, faltarmos no Limite, com certeza não ficará fácil de engolir.

E como saber qual seria esta “medida certa”?

Comumente, escutamos dizer que se amam os filhos incondicionalmente e de forma não mensurável. Até então, nada de inadequado até porque o Amor é um dos ingredientes indispensáveis.  O amor deve existir, mas não deve impedir que o senso de justiça e o respeito ao próximo fiquem em segundo plano, quando o envolvido seja o filho.

Poder reconhecer que a atitude de seu filho não foi adequada, mesmo que a do colega dele também não tenha sido, é colocar a medida certa de amor e limites para encontrar o tempero desejado na educação.

Outro sentimento corriqueiro, quando o assunto é educar, é o de culpa, também nomeado pelos pais como “dó” ou “pena”. Exemplos de situações onde tal sentimento poderia se manifestar é quando se precisa dizer um “não” sabendo que teria dinheiro para mais aquele carrinho tão baratinho que ele pediu, ou quando o obriga a dormir em seu quarto mesmo que o pai esteja viajando, e a cama esteja tão vazia...

Estabelecer limites, não é castigá-lo, é orientá-lo e fortalecê-lo internamente. Estabelecer limites é uma maneira acertada de “utilizar” este amor inexplicável existentes nos pais. Portanto, os sentimentos de culpa não devem influenciar a ponto de deixar faltar o outro ingrediente fundamental, o Limite.

Imaginemos uma balança de dois pratos com os dois pesos: Amor e Limite. Se o amor pesar mais, faltará Limite para que os dois cheguem a uma mesma medida e equilibrem a balança. Caso o excesso esteja no Limite, certamente estará faltando Amor.

Sendo assim, esta é a medida certa. O equilíbrio entre o amor e o Limite.

Damiane Junqueira finotti

Psicoterapeuta Infantil – Psicopedagoga – Esp. Educação Infantil

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dica sobre medo das crianças

Os grandes monstros e as crianças pequenas



As crianças sentem sim, medos de criaturas imaginárias, que para nós adultos algumas vezes são vistos como “medos desnecessários”.

         Se não compreendermos que os pequenos estão sentindo, não poderemos ajudá-los e confortá-los. Portanto, não desconsidere este sentimento e utilize do lúdico e da criatividade para mandar estas criaturas monstruosas para longe do imaginário de seu filho.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Desenvolvimento da linguagem oral

0 a 3 meses: Sua emissão sonora é muito rica: murmúrios, pequenos sons guturais (vocalizações reflexas), gritos; vocalização; balbucio; assusta-se com sons fortes, mas já reconhece e se acalma com a voz da mãe.
3 a 6 meses: Imita sons espontâneos e balbucia; produz sons de forma variada (aaa, eee, hum); vira a cabeça para o lado em que ouviu um som, chegando a interromper a atividade para ouvir um som.
6 a 9 meses: Tenta expressar suas necessidades através de gestos e/ou vocalizações diferentes de choro. Entende gestos do tipo “vem cá”, “não”. Inicia o balbucio (dadada, bababa, mamama). Já localiza sons diretamente para os lados e se interessa por brinquedos que produzem ruído.
9 meses a 1 ano: Balbucia e presta atenção à fala das pessoas, além de entender expressões familiares como: não, tchau, dá.
1 ano e meio (18 meses): Linguagem telegráfica emprega alguns verbos. Seu vocabulário é de cerca de 20 a 100 palavras. Começa a juntar palavra sem frases simples: "qué naná”, "qué papá"; Compreende ordens familiares: não mexa, dá pra mim, não pode.

2 anos: Forma frases com 3 palavras, emprega substantivos e verbos. Nomeia figuras. Usa os pronomes “eu” e” você”. Seu vocabulário é de cerca de 200 a 300 palavras. Compreende ordens faladas.
 
3 anos: Produz todos os sons da fala, podendo omitir os grupos consonantais. Vocabulário de cerca de 900 palavras. Nesta época pode ocorrer uma alteração de ritmo de fala, muitas vezes confundido com gagueira.

4 anos: Usa frases de 5 palavras. Fala todos os sons da língua.

Estimulação da criança de 5 a 6 anos

Como a criança nesta idade está no inicio da alfabetização, estimule a criança a relacionar as letras do alfabeto com os objetos do dia a dia, realizando algumas atividades, como:



Diga à criança qual com que letra começa o seu nome, o do irmão, o da amiguinha da escola, entre outros.




Mostre a ela que algumas palavras começam com a mesma letra, por exemplo, que o B da banana é o mesmo B de boneca.



Faça a criança perceber que algumas palavras terminam com o mesmo som (rima), por exemplo, aviÃO termina com o mesmo som de caminhÃO.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Estimulação da crianças de 4 a 5 anos

Procure construir conversas estimulantes sobre os mais variados temas. Responda e formule perguntas que aumentem a capacidade de reflexão sobre acontecimentos e experiências. Se, por exemplo, a família for fazer um passeio ou viagem, converse antes sobre o lugar e depois também pergunte a opinião da criança.

Leia histórias curtas, cante músicas e converse sempre com a criança sobre sua rotina, dando atenção às perguntas e respondendo-as sempre de forma que a criança entenda o que está sendo falado.

Nesta fase, a criança começa a se interessar pela escrita. Incentive isto, lhe entregando folhas em branco e lápis para que ela possa desenvolver esta habilidade.

Faça com que a criança perceba a localização dos objetos, conversando com ela enfatizando os conceitos de dentro, fora, atrás, na frente... isso pode ser feito no dia a dia, pedindo que a criança pegue o prato que está dentro do armário ou solicitar que a criança pegue a vassoura que está atrás da porta.

Procure conversar com a criança sobre o que ela irá fazer de manhã, à tarde, à noite, o que ela fez ontem ou o que ela fará amanhã para que ela adquira estes conceitos.

Sandra Barbosa e Damiane Finotti
Coordenadoras do Projeto Infância

domingo, 26 de junho de 2011

Estimulação da linguagem da criança de 3 a 4 anos

Tudo deve ser mostrado, cheirado, sonorizado, provado e tocado para que a criança aprenda as coisas do mundo, estimulando assim suas percepções.

Cantar músicas infantis, brincar com trava-línguas e ler poesias ajudam a criança a perceber os sons da língua brincando, facilitando a fala e, mais tarde, o aprendizado da leitura.

Desenvolva na criança o conceito de eu em relação ao seu nome, idade e em relação aos pais (família) e colegas, por meio de músicas, jogos com bola pronunciando o nome das pessoas que estão segurando a bola.

Incentive o aumento do vocabulário da criança, permitindo que ela fale em todas as atividades possíveis e sempre falando palavras novas quando elas aparecerem numa situação. Por exemplo, quando a criança for em um lugar novo, converse com ela como é este lugar, o que será feito lá,...

“Devolva sempre as palavras ditas pelo seu filho de maneira correta e em forma de frases:

Ex.: A criança pedindo água:

- /ága/

- Você está com sede ? Você quer água ?



-Imite os sons do ambiente e da vida diária;

Ex.: - Au au (cachorro);

- Miau (gato);

- Trrrim (telefone);

- Toc-toc (batida de porta)



Damiane Finotti e Sandra Barbosa

Coordenadoras do Projeto Infância

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Estimulação da Linguagem : Dicas– 0 a 24 meses


-Acariciar e conversar com o bebê sempre que possível.

-Oferecer objetos coloridos e deixar a criança brincar e explorá-lo com as mãos e boca.

-Na hora do banho converse com o bebê, nomeando as partes do corpo, bem como os objetos que estão sendo utilizados.

-Incentive qualquer movimento do bebê, desde arrastar, engatinhar, até o momento de ajudá-lo a andar.

-Na hora das brincadeiras, sempre fale com o bebê e não deixe de usar expressões faciais.

-Utilizar músicas no dia-a-dia e incentivar o canto.

-Sempre incentive a fala da criança, esperando que ela tente falar o que quer antes de oferecer os objetos.

-Imposição de limites, dizendo não, toda vez que julgar necessário. Não aceitando choro ou birra.

-Conte histórias para criança, desde o nascimento e quando ela estiver mais velha mostre as figuras do livro para ela enquanto estiver contando a história.

-Deixe sempre os objetos limpos antes de oferecê-los ao bebê, pois é importante para ele que coloque os objetos em sua boca para conhecê-los.

 -Tente dar o que a criança quer após ela tentar dizer o que ela quer, mesmo que ainda não seja certo, não aceite somente gestos. Por exemplo: muitas vezes quando a criança quer a mamadeira ela apenas aponta e a mãe já oferece a mamadeira. O ideal seria perguntar o que ela quer, e após uma resposta oral, mesmo que ainda não correta dar a mamadeira a ela.

-Sempre fale corretamente com a criança, muitas vezes a gente acha bonitinho como as crianças falam só que elas falam assim por ainda não conseguirem, e se você continuar falando como ela, ela vai achar que está falando certo e continuará falando assim, crescendo e não aprendendo da maneira correta.

- Estimulação do próprio corpo, identificando e nomeando as partes do corpo. Pode utilizar músicas e brincar de lavar a boneca. No banho também nomeia-se o corpo.

- Incentive a criança a desenhar e pintar usando: folhas em branco, onde a criança poderá pintar com lápis, giz de cera e/ou guache (tomando muito cuidado para não levar à boca e aos olhos). Assim você estará ajudando no desenvolvimento de habilidades necessárias para que ela aprenda a escrever e ler.

- Incentivar e permitir a fala da criança em todas as atividades possíveis, falando corretamente com a criança. Mostrar à criança a conveniência de falar em voz baixa, trabalhando com a criança o saber escutar.

 - Exercícios de encaixe, sempre incentivando para que a criança acerte. De início ajude a criança, até que ela consiga associar a forma ao buraco.

- Jogos de bola, pois assim sua criança terá uma coordenação motora melhor.

Damiane Finotti e Sandra Barbosa
Coordenadoras do Projeto Infância