Quem sou eu
- Projeto Infância
- Uberlândia, Minas Gerais, Brazil
- O Projeto Infância é um espaço destinado ao desenvolvimento infantil subdividindo-se em Projeto Infância: Desenvolvendo as Múltiplas Linguagens da Criança e Projeto Infância: Brinquedos Educativos. Tem por finalidade trabalhar em busca de uma infância melhor orientada, oferecendo em seu espaço físico propostas que venham contribuir com o desenvolvimento global da criança. O Projeto Infância: Desenvolvendo as Múltiplas Linguagens da Criança, constituí-se de uma clínica multiprofissional de atendimento infantil. Esta equipe conta com profissionais especializados no atendimento de crianças com deficiências e Transtorno Global do Desenvolvimento. Realiza atendimentos clínicos e pedagógicos, além de trabalhar com projetos (cursos, palestras, grupos de estudos, rodas de conversas) que têm como objetivo promover o desenvolvimento da infância contemporânea. O Projeto Infância: Brinquedos Educativos vêm reforçar a preocupação com o desenvolvimento infantil, com o consumismo e a qualidade dos brinquedos oferecidos às nossas crianças, apresentando recursos lúdicos diferenciados, que além de divertir venham também contribuir com um aprendizado significativo desde a primeira infância.
Seguidores
sábado, 13 de agosto de 2011
Dia: 27/08/2011
Horário: 08h às 17h
Local: Centro Universitário Newton Paiva - Campus Carlos Luz - Auditório Nominato - Av. Presidente Carlos Luz, 220 - Caiçara - Belo Horizonte - MG
E-mail: creativeideias@bol.com.br
Telefone: (21) 2577 8691 | (21) 8832 6047 | (21) 8688 3654
Investimento:
R$ 80,00 - Individual (cartão ou boleto)
R$ 70,00 - Individual (depósito)
R$ 60,00 por inscrito - Grupo a partir de 4 pessoas (depósito)
R$ 50,00 por inscrito - Grupo a partir de 10 pessoas (depósito)
Inscrições e Informações: http://creativeideias.webnode.com.br
Objetivo:
Fornecer suporte, técnicas e estratégias para entender e facilitar o trabalho com crianças autistas.
Palestrantes:
"Autismo Infantil"
Dr. Walter Camargos - Psiquiatra, Mestre em Ciências da Saúde e Interconsultor em Psiquiatria Infantil do Hospital João Paulo II. CRM 12374
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Psicoterapia dos transtornos alimentares: a prática clínica
Carga horária
40 horas/aulaData
Módulo 1: 19/08/2011 à 20/08/2011 (de 08:00h às 18:00h)Módulo 2: 02/09/2011 à 03/09/2011 (de 08:00h às 18:00h)
Público-alvo
Psicólogos, médicos, nutricionistas, estudantes universitáriosLocal de Realização
Sede Ciclo CEAP - Av. do Contorno, 4852, 9° andar, Funcionários | Belo Horizonte (MG) - Cep.:30.110-032http://www.cicloceap.com.br/portal/curso/psicoterapia_dos_transtornos_alimentares_a_pratica_clinica18/94
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
I Jornada de Arte-Terapia e Processos de Criação
Evento Gratuito
Endereço: Rua Ibituruna, 108 - Tijuca
Inscrições pelo e-mail: arteterapia@uva.br
Colocar no e-mail
Assunto: Jornada de Arteterapia
Corpo do e-mail: Nome completo, endereço, telefone de contato.
13/08/2011
Data: 13 de agosto de 2011
Local: Auditório - Campus Tijuca
I Jornada de Arte-Terapia e Processos de Criação
Arte ou Psicologia - Questões da Arte-terapia
Programação
8h30min | Abertura da Jornada
Coordenação Geral da Pós-graduação: Me Reynaldo Lopes
Coordenação do curso de Graduação em Psicologia campus Tijuca: Me Solange Souto
Coordenação do Curso de Pós-graduação em Arte-terapia e Processo de Criação: Daniela Piveta de Miranda (Arteterapia - UNIRIO) e Ms Damaris Novo (Arteterapia - UCAM)
Coordenação da mesa: Pós-Dr. Maddi Damião Junior (Unicamp, Prof. UFF, SBPA-R.J)
9h às 10h30min | Mesa Redonda
O que é Arteterapia? Abordagem do Curso Arte-terapia e Processos de Criação
Maddi Damião Junior, Daniela Piveta e Elizabeth Mello
Coordenação da Mesa: Ms Damaris Novo
10h30min às 10h45min | Coffee Break
10h45min às 13h | Oficina
O Corpo Criativo: Artaud e Jung
Daniela Piveta (Coordenadora do Curso Arteterapia e Processos de Criação - UVA)
13h às 14h | Almoço
14h às 16h | Mesa Redonda
Leitura de Imagem pela Arte: linha, ponto, plano, textura e os elementos da História da Arte.
Reginaldo Leite (UFRJ - Artes Visuais; professor Bennett e do curso de Arte-terapia e Processos de Criação - UVA)
Leitura de Imagem pela Psicologia
Carla M. Dias Portella (PUC - S.P.; Profa. do curso de Arte-terapia e Processos de Criação - UVA)
Pós-Dra. Elizabeth C. Cotta Mello (UFRJ; SBPA-RJ)
Pós-Dr. Maddi Damião Jr (Unicamp, Prof. UFF, SBPA-R.J)
16h às 16h15min | Coffee Break
16h15min às 16h45min | OficinaArte e Psicologia: integrando os fundamentos na Arte-terapia
Facilitadora: Me. Damaris Novo
16h45min às 17h45min | Lendo Imagens
Visão da ArteDr. Reginaldo Leite - ARTE (UFRJ; professor Bennett e professor do curso Arte-terapia e Processos de Criação - UVA)
Visão da Psicologia
Pós-Dr. Maddi Damião Junior
Carla M. Dias Portella - PSICOLOGIA
Pós-Dra. Elizabeth C. Cotta Mello
Visão da Arteterapia
Vanda Viola ((Arteterapia/Unirio; Profa. do curso Bennett e do curso Arte-terapia e Processos de criação - UVA)
Pós-Dra. Elizabeth C. Cotta Mello
Carla M. Portella Dias Bezerra
Daniela Piveta
Dr. Reginaldo Leita
Me. Damáris Novo
Pós-Dr. Maddi Damião Jr
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Cursos Presenciais Agosto e Setembro de 2011
PÚBLICO ALVO
Pedagogos,Psicopedagogos, Fonoaudiólogos, Psicólogos e profissionais interessados no tema.
26 e 27/08 – A Criança e o Livro: em foco, o trabalho com a Leitura –Patricia Parado Calheta (CRFa7167-SP) – 16 horas – Sexta-feira e Sábado
Valor do Evento: R$240,00 (ou 2x R$ 130,00 ou 3x R$ 90,00) – Das 08:30 às 17:30 horas
- Estudos sobre Leitura:
1- o enfoque na decodificação;
2- a ênfase na cognição e nas estratégias de leitura;
3 – o olhar para as capacidades de apreciação e réplica em relação ao texto.
-Práticas de leitura e contextos institucionais:
1 -práticas de leitura na escola;
2-prática de leitura na clínica;
3-atividades majoritariamente utilizadas nos dois contextos e propostas para a constituição do sujeito leitor.
Leitura e Letramento:
1- Noções preliminares
2- A prática profissional à luz do letramento infantil.
- Leitura de Livros infantis:
1 – Critérios para seleção de livros infantis para o trabalho.
2- o livro e os distintos objetos de ação;
3 a questão do “como ler”.
03/09 – Processamento Auditivo para Educadores –Maura Lígia Sanchez (CRFa 2376-SP) – 08 horas - Sábado
Valor do Evento: R$ 130,00 (ou 2x R$ 75,00 ou 3x R$ 55,00) – Das 08:30 às 17:30 horas
Distúrbio do Processamento Auditivo:
- o que é;
-Como detectar;
-Causas
-Diagnóstico;
-Tipos
Áreas de Dificuldade das Crianças com Distúrbio de Processamento Auditivo
-Atenção Auditiva;
Discriminação Auditiva;
Memória Auditiva;
Coesão Auditiva;
Leitura e Escrita.
O que pode ser feito para ajudar
Distúrbio de Processamento Auditivo/Dislexia/Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade/Comprometimento Auditivo Periférico
-Diferenças e Semelhanças
LOCAL
FonoaudiÁlogo.
Rua Cardoso de Almeida, 2496.
Próximo à estação Sumaré do Metrô – São Paulo.
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
Tel.: 11- 3675-8579,
Fax: 11-5522-5737
Email: fonoaudialogo@fonoaudialogo.com.br
www.fonoaudialogo.com.br
Skype: fonoaudialogo
Siga-nos no twitter: @fonoaudialogo
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VAGAS LIMITADAS!
Forneceremos material de anotação, apostila ecologicamente correta, coffee-breaks e certificado.
Não temos estacionamento próprio.
Sugestão de estacionamento CenterPark – Rua Galeno de Almeida, 147
terça-feira, 9 de agosto de 2011
O Jogo E As Brincadeiras Como Ferramentas Da Psicomotricidade
Autor: Izabel Ap. de C. Cândido CostaIntrodução
A presente revisão discute alguns aspectos fundamentais na estruturação do processo de ensino-aprendizagem tendo em vista a construção do conhecimento e do saber por parte da criança através do uso das brincadeiras e jogos. Observou-se que algumas dificuldades de aprendizagem estão associadas a elementos da psicomotricidade, como por exemplo ao esquema corporal, à lateralidade, à aspectos perceptivos e outros, estão por vezes relacionados à aspectos como inversão de letras, dificuldades em relação a escrita, à leitura, à linguagem e outros.
A fase pré-escolar e de alfabetização são importantes no desenvolvimento da criança de uma forma geral e primordiais no processo de aprendizagem das mesmas, e as brincadeiras e jogos teêm um papel fundamental neste processo.
Outro ponto importante é se os profissionais que atuam neste segmento (especializados ou não) têm conhecimento da relação entre as brincadeiras e jogos e o processo de aprendizagem do aluno, no sentido de minimizar ou reduzir as possíveis dificuldades de aprendizagem.
Percebe-se que na escola de primeira infância, crianças não sabem saltar, correr, lanças, trepar, etc. É importante para o desenvolvimento pleno do aluno brincar, como um organismo integrado, levando-se em conta que tais habilidades são consideradas como formas de expressão de um ser humano.
Portanto, este trabalho discutira a importância dos jogos e brincadeiras como intervenção pedagógica no desenvolvimento e aprendizagem de crianças na educação infantil.
A importância do brincar?
Existe uma relação estreita entre o brincar e a aprendizagem. Se no passado estes termos eram dicotômicos e se contradiziam, no mundo contemporâneo se entrelaçam, pois nos dias de hoje. onde as exigências cognitivas são precoces, a criança perde o espaço do brincar para o espaço da aprendizagem interfererindo na dinâmica natural do desenvolvimento psicológico da criança (OLIVEIRA, 2008: 01).
Para VYGOTSKY (s/d apud KISHIMOTO, 2002: 51), “ a imaginação em ação ou brinquedo é a primeira possibilidade de ação da criança numa esfera cognitiva que lhe permite ultrapassar a dimensão perceptiva motora do comportamento. De acordo com este pensamento FRIEDMANN (2003), coloca que as brincadeiras são essenciais a saúde física, emocional e intelectual do ser humano. Brincando dos reequilibramos, reciclamos nossas emoções e nossa necessidade de conhecer e inventar.brincar é essencial à saúde física, emocional e intelectual do ser humano.
Brincar é a representação em atos, através do jogo simbólico, a primeira possibilidade de pensamento propriamente dito, marcando a passagem de uma inteligência sensório-motora, baseada nos cinco sentidos e na motricidade, para uma inteligência representativa pós-operatória (material e intuitiva) mediada por símbolos subjetivos , caminho para a construção da inteligência operatória mediada por signos históricos arbitrários.
Segundo KISHIMOTO (2002), representar, brincar é dar forma às experiência humanas significativas; é reapresentar, tornar novamente presente, presentificar vivencias que, por sua experiência, mereçam ser permanentemente lembradas. O imaginário não se confunde com o real, ele é um instrumento para a compreensão e a tomada de consciência real.
Consoante com este pensamento, Oliveira (2008) entende o brincar como o viver, é o prazer da ação, é a vivência da dimensão psíquica nas relações da criança com o mundo, onde ao brincar a criança vive o prazer de agir simultaneamente com o prazer de projetar-se no mundo em uma dinâmica interna que promove a evolução e a maturação psicomotora e psicológica dela.
O brincar consiste em um sistema que proporciona a integração entre a vida social da criança, sendo transmitida de uma geração para outra ou aprendida nos grupos infantis, na rua, nos parques, escolas, festas e etc; é incorporada pelas crianças de forma espontânea (FRIEDMANN, 2003).
O brincar como instrumento de aprendizagem
Quando as crianças brincam, criam regras e adaptam seu pensamento de acordo com as situações encontradas. De acordo com o nível da brincadeira, a criança utiliza seus conhecimentos pré-aprendidos e adapta-os a nova situação.
A relevância de brinquedos e brincadeiras como indispensáveis para a criação da situação imaginária. Revela que o imaginário só se desenvolve quando se dispõe de experiências que se reorganizam. A riqueza dos contos, lendas e o acervo de brincadeiras constituirão o banco de dados de imagens culturais utilizados nas situações interativas. Dispor de tais imagens é fundamental para instrumentalizar a criança para a construção do conhecimento e sua socialização. Ao brincar a criança movimenta-se em busca de parceria e na exploração de objetos; comunica-se com seus pares; expressa-se através de múltiplas linguagens; descobre regras e toma decisões (VYGOTSKY 1988, citado por, FRIEDMANN, 2003 ).
Ao se pensar na evolução do brincar, deve-se voltar ao passado, época no qual o brincar era uma atividade característica tanto das crianças quanto dos adultos, representando para ambos um importante segmento da vida. As crianças participavam das festividades, lazer e jogos dos adultos, mas tinham, ao mesmo tempo, uma esfera separada de jogos. As brincadeiras eram formulas condensadas de vida, modelos em miniatura da história e destino da humanidade. A brincadeira era o fenômeno social do qual todos participavam e foi só bem mais tarde que ela perdeu seus vínculos comunitários e seu simbolismo religioso, tornando-se individual (FRIEDMANN, 2003: 28).
Segundo Neto (2001), o brincar através dos movimentos, permite a criança um conjunto de relações (sujeito, as coisas, o espaço) necessárias ao seu desenvolvimento motor, aprendendo a perceber e a interacionar o vívido, o operatório e o mental. A riqueza de aquisições processa de forma continua e em plasticidade, permitindo mais tarde uma cultura motora fundamental a tarefas mais precisas e que solicitem maior exigência das diversas estruturas ou componentes da motricidade.
Assim as brincadeiras fazem parte do patrimônio lúdico-cultural, traduzindo valores, costumes e formas de pensamento e ensinamentos, proporcionando às crianças uma cultura motora fundamental ao seu desenvolvimento e a sua aprendizagem.
O brincar na escola
De acordo com Moyles (2002: 26), existem três formas de brincar na escola onde destaca-se:
Forma Básica
Detalhe
Exemplos
Brincar Físico
Motor amplo
Construção e Destruição
Blocos de montar, argila, areia e madeira.
Motor fino
Manipulação e Coordenação
Blocos de encaixar, instrumentos musicais.
Psicomotor
Aventura, Movimento criativo, Exploração sensorial, Brincar com objetos
Aparelhos de subir, dança, modelagem com sucata e mesa de descobertas.
Forma Básica
Detalhes
Exemplos
Brincar Intelectual
Lingüístico
Comunicação, função,
Explicação, aquisição.
Ouvir, contar histórias.
Científico
Exploração, investigação, resolução de problemas.
Brincar com água, cozinhar.
Simbólico/
matemático
Representação faz de conta, minimundos.
Casa de boneca, casinha, teatros, jogos de números.
Criativo
Estética, imaginação, fantasia, realidade e inovação.
Pintura, desenho, design, modelagem.
Forma Básica
Detalhes
Exemplos
Brincar Social,
Emocional
Terapêutico
Agressão, regressão, relaxamento, solidão, brincar paralelo.
Madeira, argila, música.
Lingüístico
Comunicação, interação, cooperação.
Marionetes, telefone.
Repetitivo
Domínio, controle.
Qualquer coisa.
Emparático
Simpatia, sensibilidade.
Animais de estimação, outras crianças.
Autoconceito
Papéis, emulação, moralidade, etnicidade.
Cantinho da casa, oficinas de serviços, discussão.
Jogos
Competição, regras.
Jogos de palavras e números.
Deve-se observar que existe uma significativa sobreposição em todas as áreas, impossível de representar de forma figurativa. Os leitores talvez desejem construir uma roda de brincar, três círculos sobrepostos, mas de tamanhos decrescentes, separados por cunhas, cada contendo os itens básicos e detalhados apresentados acima, podendo ser rotados em dentro do outro, o que representa mais adequadamente o relacionamento entre as áreas.
O que se percebe com a transformação do brincar, é que com o avanço da tecnologia e o crescimento desordenado das cidades, fica cada vez mais difícil encontrar espaços para brincar, e que esta falta de espaço contribui para que as crianças se atenham a jogos eletrônicos, que limitam a uma aprendizagem motora; a escola por sua vez, se vê pressionada a trabalhar conteúdos que proporcionarão os alunos um lugar no campo de trabalho e prestação de vestibulares e não se atendo a necessidade da criança brincar.
Dentro da escola o brincar tem sofrido essas transformações, sendo que a brincadeira integra um espaço de trabalho: a brincadeira livre passa a ser considerada uma atividade não produtiva.
O brincar livre deve acontecer na escola?
Para Moyles (2002), talvez não, se a visão do professor for à de um instrutor ou doador de conhecimentos. Entretanto, dentro da noção do professor como um mediador e iniciador da aprendizagem, o brincar livre e o dirigido são aspectos essenciais da interação do professor/criança, porque o professor tanto permite quanto proporciona os recursos necessários e apropriados.
“Houve um avanço no que se refere aos estudos e pesquisas a respeito da importância e compreensão do brincar, para a preservação histórico-cultural, à educação, o desenvolvimento integral infantil, a aprendizagem, a reeducação, a segurança na fabricação de brinquedos, a adequação dos brinquedos à diferentes faixas etárias. No que se refere aos fatores esternos do brincar – tempo, temática, espaço, parceiros, objetos -, as condições de modernidade comprometeram, de certa forma, as oportunidades lúdicas” (FRIEDMANN, 2003).
Para Neto (2001: 46), o brincar proporciona um desenvolvimento multidimensional de ser criativo, aspirando à autonomia, à liberdade e apto a viver em relação estreita com a comunidade. Segundo o mesmo autor, cabe ao professor proporcionar atividades que permitam o brincar livre e o brincar dirigido de acordo com objetivos previamente propostos.
Psicomotricidade e Aprendizagem
A psicomotricidade é uma abordagem educacional que tem como objetivo promover o desenvolvimento dos alunos auxiliando-os no processo de alfabetização (ASSIS, SILVA e LIMA, 2008).
Segundo Molinari e Sens (2003, citado por ASSIS, SILVA e LIMA, 2008), a educação psicomotora proporciona o desenvolvimento do esquema corporal, muito útil na coordenação motora, as noções de tempo , espaço e ritmo auxiliam nas situações concretas na aprendizagem e dos cálculos; a organização espacial e temporal contribui na efetuação dos cálculos matemáticos como também na colocação dos números em séries e na combinação das formas para fazer construções geométricas, além de desenvolver a socialização e aspectos afetivos.
Desta forma, quando a criança brinca, ela se desenvolve de forma integrada nos aspectos cognitivos, afetivos, físicos-motores, morais, lingüísticos e sociais. Este processo de desenvolvimento se dá a partir da construção que a criança faz na sua interação com o meio físico e social. A criança vai conhecendo o mundo a partir da sua ação sobre ele. Nessa interação sujeito objeto (ou meio), a criança vai assimilando determinadas informações, segundo o seu estágio de desenvolvimento (FRIEDMANN, 2003: 72).
Consoante com este pensamento Moyles (2002: 36), diz que o brincar “aberto”, aquele que poderíamos chamar de a verdadeira de brincar, apresenta uma esfera de possibilidades para a criança, satisfazendo suas necessidades de aprendizagem e tornando mais clara a sua aprendizagem explícita. De acordo com Lee (1977: 340, citado por MOYLES, 2002: 374):
O brincar é a principal atividade da criança na vida; através do brincar ela aprende as habilidades para sobreviver e descobre algum padrão no mundo confuso em que nasceu.
Este pensamento esta de acordo com Oliveira (2008), “o brincar é o principal meio de aprendizagem da criança”, onde esta gradualmente desenvolve conceitos de relacionamentos causais, o poder de discriminar, de fazer julgamentos, de analisar e sintetizar, de imaginar e formular.
Então, o brincar é de fundamental importância do desenvolvimento da criança, que através do lúdico, cria mecanismos de aprendizagem que proporcionarão o seu desenvolvimento integral.
De acordo Barreto (2000, citado por MONTEIRO, 2007) o desenvolvimento psicomotor é importante na prevenção de problemas de aprendizagem e que a psicomotricidade nas aulas de Educação Física pode auxiliar na aprendizagem escolar, contribuindo para um fenômeno cultural que consiste de ações psicomotoras exercidas sobre o ser humano de maneira a favorecer comportamentos e transformações.
A Educação Física Escolar nos dias atuais vem sendo pensada como ação educativa integral do ser humano, assim como a psicomotricidade que relaciona o individuo como um ser completo e único capaz de pensar e agir, deixando de lado as características de dualidade de corpo e mente, e sim como um ser capaz de integrar-se com si próprio e com o meio (MONTEIRO, 2007).
O brincar permite à criança um enorme gama de situações, que proporcionarão um desenvolvimento harmônico e geral da criança. Moyles (2002), destaca em seu livro que as escolas onde o brincar era subvalorizado, as possibilidades matemáticas presentes no brincar das crianças não se desenvolviam.
De acordo com este pensamento, Neto (2001), as escolas estão centradas em aprendizagens formais e seguindo dimensões voltadas para uma “excelência acadêmica” em espaços restritos.
Considera-se então fundamental que os professores de Educação Física tenham um melhor conhecimento sobre o valor do jogo e das brincadeiras como conteúdos da psicomotricidade e que estes são fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, motor e psicológico do aluno em sua integralidade.
Conclusão
O estudo permitiu concluir que os jogos e brincadeiras que são conteúdos da psicomotricidade permitem o desenvolvimento integral do aluno, contribuindo positivamente para o processo de aprendizagem.
Percebe-se que com o desenvolvimento tecnológico o brincar perdeu espaço para os jogos eletrônicos, o brincar na escola está estigmatizado como uma atividade sem objetivos bem definidos.
É fundamental ao Professor de Educação Física trabalhe atividades que visem o desenvolvimento integral do aluno e para tanto a psicomotricidade é um elemento de grande relevância dentro da Educação Física.
Referências Bibliográficas
FRIDMANN, A. O direito de brincar: a brinquedoteca. São Paulo: Ed. Vozes, 2003.
MONTEIRO, V.A. A psicomotricidade nas aulas de Educação Física Escolar: uma ferramenta de auxílio na aprendizagem. In: http://www.efdeportes.com. Acesso em 22 de out. de 2008.
MOYLES, J. Só Brincar? O papel do brincar na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2002.
NETO, C. A. F. Motricidade e jogo na infância. Rio de Janeiro: Sprint, 3ª Ed: 2001.
OLIVEIRA, M. C. S. M. Do prazer de brincar ao prazer de aprender. IN: http://www.psicomotricidade.com.br. Acesso em 25 de out. de 2008.
ASSIS, A. P. P. SILVA, F. V. LIMA, J. F. SILVA, S. S. CASTRO, G. A. A. DESTRO, D. S. Importância da Educação Física para as séries iniciais a partir das contribuições da psicomotricidade. In: http://www.faminas.edu.br. Acesso em 27 de out. de 2008.
/educacao-artigos/o-jogo-e-as-brincadeiras-como-ferramentas-da-psicomotricidade-1009408.html
Perfil do AutorComo professora estou sempre em busca do novo, com o intuito de trazer para a sala de aula novas propostas e metodologias, promovendo assim a formação não só do aluno, mais do cidadão.
sábado, 6 de agosto de 2011
Atividade para Memória Auditiva de curto prazo
terça-feira, 2 de agosto de 2011
AMAMENTAÇÃO. A fonoaudiologia atuando diretamente nesta área
Autor: Cláudia PietrobonO leite da mãe é um alimento completo, composto por proteínas, gorduras, carboidratos e células, contribuindo para o desenvolvimento e crescimento do bebê. Protege contra infecções intestinais, respiratórias, urinárias, otites, alergias alimentares e câncer. Além disso, independe da renda familiar, pois não custa nada.
O aleitamento materno estimula o desenvolvimento neuro-psicomotor e social, assim como desenvolve a estrutura facial e suas funções: mastigação, fala, alinhamento dos dentes e respiração.
A comunicação é de suma importância para os seres humanos. A fala é o modo mais freqüente na comunicação, mas para que ela ocorra os músculos envolvidos devem estar adequados. Quem se encarrega de preparar esses músculos para a fala é a amamentação materna, pois através da sucção, há um desenvolvimento muscular necessário para uma boa articulação. Portanto, a amamentação é um dos fatores responsáveis pela comunicação oral.
Uma vez que o fonoaudiólogo estuda os distúrbios da comunicação humana e as funções de sucção, deglutição, mastigação e respiração, atuando diretamente, diagnosticando e intervindo nas desordens dessas funções, é de fundamental importância sua atuação direta em programas de incentivo e assistência ao aleitamento materno, detectando e corrigindo erros de pega e sucção.
Uma pega incorreta da mama pelo bebê, ou uma sucção inadequada, podem levar a um desmame precoce.
Os benefícios da amamentação ainda são pouco divulgados, tanto quanto a importância desta como prevenção das alterações das funções de sucção, deglutição e respiração e conseqüentemente de patologias da comunicação, como por exemplo, a prevenção de distúrbios articulatórios, retardos de fala, otites médias crônicas, disfunção da mastigação, deglutição e respiração, instalação de hábitos orais inadequados (sucção de dedo, de língua, roer unha, etc...) e até alteração do crescimento facial e oclusão dentária.
DICAS PARA O SUCESSO NA AMAMENTAÇÃO
Pega da mama pelo bebê:
• O queixo do bebê toca a mama;
• Boca bem aberta;
• Lábio inferior virado para fora;
• Bochechas arredondadas ou achatadas contra a mama;
• Vê-se pouca aréola;
• Vê-se mais aréola acima da boca do bebê do que abaixo dela;
• Durante a mamada, a mama parece arredondada;
• Sucções lentas e profundas: o bebê suga, dá uma pausa e suga novamente;
• A mãe pode ouvir o bebê deglutindo (engolindo).
Posicionamento:
• O corpo do bebê próximo ao da mãe;
• Corpo e cabeça do bebê alinhados;
• Queixo do bebê tocando o peito;
• Nádegas do bebê apoiadas;
• A mãe deve segurar o bebê no colo com firmeza.
Existem várias posições para amamentar, o importante é que a posição seja a mais confortável para a mãe e para o bebê. Procure um ambiente tranqüilo para amamentar e aproveite este momento para conversar com seu bebê e toca-lo. Ele já é capaz de sentir e entender todo esse amor e carinho.
Aleitar é preciso...
http://www.artigonal.com/medicina-artigos/amamentacao-a-fonoaudiologia-atuando-diretamente-nesta-area-342798.html
Perfil do AutorFonoaudióloga graduada pela UNIFEV (Centro Universitário de Votuporanga - SP), Especialista em Linguagem. Especializanda em Psicopedagogia. Aperfeiçoamento em Distúrbios de Aprendizagem. Pós-graduada em Dislexia e TDAH. Atua nas áreas de prevenção e reabilitação nas questões relacionadas à Linguagem oral e escrita, voz, fala e motricidade oral. Realiza assessória Fonoaudiológica em empresas e atendimento clínico, domiciliar e hospitalar.